quarta-feira, 27 de maio de 2009

Versatilidade

O nome é bonito, não? Pois é! Que inveja boa sinto das pessoas que têm essa qualidade. Aproveitam tempo para tudo. Comentam sobre variados temas. Encontram bons motivos para escrever... Acho que preciso, a essa altura do campeonato, fazer um curso ... Preciso escrever mais, devo ser menos exigente comigo mesma, não me preocupar tanto com o que vão dizer dos meus textos, me "policiar" menos...
Comentava há poucos dias com uma amiga, que por ser professora da área de Linguística, muitas vezes, me sentia bloqueada para escrever. Isto é, no mínimo, paradoxal! Mas, é verdade! E não é, que " de repente, mas que de repente", estas reflexões serviram de tema para este simplório texto?
Pois é, "Mané Gabrié", como brincava meu saudoso pai. Quero libertar-me deste caráter de seriedade, que muitas vezes imprimo em meus textos. Quero falar de assuntos banais, usando a linguagem que me dê na "teia". Quem sabe até, agrade mais?
Até o próximo texto, meus pacientes e queridos leitores. Vou tentar ser "versátil", por que não?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

As cartas

Ontem li no blog de Rangel Júnior um texto que comentava sobre cartas. Fiquei feliz em saber que jovens também rememoram o uso desse gênero epistolar e que, por conta do desenvolvimento tecnológico, essa prática social tem arrefecido, diminuído. Lembrei-me, então de várias músicas de minha época que tematizavam esse costume tão antigo, quanto gratificante. Entoei comigo mesma algumas delas...
"Quando o carteiro chegou/ E o meu nome chamou/ Com uma carta na mão...". Uma outra: " Pombo-correio, volta depressa/ Leva esta carta e entrega a meu amor..." ou ainda, " Mandei meu primeiro pombo-correio/ Com uma carta para a mulher que me abandonou/ Soltei o primeiro, o segundo, o meu pombal terminou/ Ela não veio, nem o pombo voltou...".

Pois é! Quantas alegrias certas cartas proporcionavam às pessoas. Dependendo do assunto, as cartas nos levavam às alturas... A competência narrativa/descritiva de alguns missivistas era de fazer gosto. Verdadeiras relíquias! Daí, alguns autores desse gênero terem publicadas suas cartas, muitas vezes, com objetivos didáticos ou por razões documentais e históricas.

As cartas, geralmente, são um dos primeiros gêneros textuais trabalhados na escola. Mesmo assim, encontramos pessoas escolarizadas que têm dificuldade de escrever bem uma carta. Existem também os que por não terem nenhum nível escolar se valem dos escribas, que se prestam a esse ofício. O filme "Central do Brasil" retrata bem esse caso.

O certo é que sentimos falta do "velho carteiro", gritando "Correio" e nos entregando uma cartinha. Cartas da mãe para o filho, cartas de filhos para a mãe ou de qualquer familiar ou, ainda, as famosas cartas de amor... Se possível fosse, hoje eu estaria enviando uma carta com muito afeto para minha querida Mãe... Como ela está no "andar de cima", envio preces eivadas de muito carinho, na certeza de que nos parâmetros celestiais, esta é a linguagem mais eficiente.

domingo, 26 de abril de 2009

Por que silenciamos?

Há vários e incontáveis motivos para o estabelecimento do silêncio!
Silenciar pode ser uma opção de coexistência. Uma forma de se introjetar no âmago de sua alma para as reflexões mais puras, para os questionamentos mais íntimos ou para ouvir a voz de seu interior, que intimado, responde aos anseios daquele que busca a completude de suas indagações.

O silêncio, mesmo carregado de plurissignificações, paradoxalmente, reveste-se de contornos indecifráveis, que suscita, muitas vezes, interrogações. Em alguns momentos, chega a incomodar . Em outros, pode se transformar em "uma espécie de substância secreta que abre caminho à expressão", como afirma Novaes, em "O silêncio dos intelectuais"(2006).

Por que silenciamos? Por não termos o que dizer? Por termos muito o que dizer e não saber fazê-lo? Ou por não podermos exteriorizar o que nos oprime ou nos angustia? Como dissemos anteriormente, muitas são as causas do silêncio... Há o silêncio imposto como forma de dominação ( velhos e negros tempos) ... Há o viés do silêncio conivente... ( que triste constatação!) Há também, o silêncio contemplativo, quando o ser humano reflete sobre o mundo e tira determinadas conclusões. Mas, há um silêncio muito nosso, muito particular, quando calamos porque a tristeza toma conta de nós e são as lágrimas o código maior para expressar nossos sentimentos... E aí, gente, são os fios do silêncio enredados pelos próprios acontecimentos da vida. É nessa hora, então, que um outro silêncio se instaura e nos remete a uma interlocução maior: o diálogo com Deus, na esperança de que o percurso gerativo de sentidos se estabeleça e preencha os nossos vazios...

Bem, mas não é minha intenção aqui falar sobre o silêncio, nem teria competência para tal, pois existem teses e ensaios brilhantes sobre este tema! Porém, a verdade é que fui instigada, convidada por amigos leitores a "dar o ar da minha graça" neste espaço onde registro minhas experiências, expresso meus sentimentos e revelo minhas verdades.

Embora tenha consciência de minhas limitações ou do pequeno grau de literariedade dos meus escritos, não posso negar que fiquei feliz ao saber que o silêncio no meu blog foi percebido. As razões não importam. O interstício voluntariamente efetivado ( ou involuntário?) foi um discurso silenciado, lido por bons amigos que, generosamente, visitam meu blog e que, certamente, fizeram leituras, indagações ou tiveram qualquer outra reação. Volto, timidamente, mas volto. Como já disse o grande José Américo, "ninguém se perde na volta".

Afinal, de uma coisa tenho a certeza: o silêncio fala mais do que cala.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Férias pra que te quero

Acordo. Agradeço a Deus por tudo. Saio para caminhar. Contemplo a imensidão do mar com suas belezas naturais. Olho diversos barcos que velejam ao embalo das ondas. Vejo os caminhantes. Olhares se cruzam. "Cada um na sua", como dizem os jovens. Por que já não se usam mais os cumprimentos? Por que não se deseja mais um bom dia? Repenso os comportamentos sociais. Analiso as mudanças culturais. O que mudou? Por que mudou? Quero continuar com as minhas convicções. Dou um mergulho. Banho-me naquelas águas inquietas , mas paradoxalmente, tranquilizantes. Transporto-me em pensamentos que vão além de mim. Reflito. Oro. Por que não? Como é bom conversar com Deus naquele ambiente que nos transporta além mar... A prece parece encurtar a distância entre o terreno e o Divino. O diálogo com Deus instaura-se mais facilmente. A natureza ajuda. Viajo ao passado. Quanto me faz bem a consciência do dever cumprido. Volto à minha casa. Tomo uma boa ducha. Deleito-me ao observar minhas palmeiras verdejantes em seus bailados pitorescos, como se estivessem me saudando... Deito-me numa "rede preguiçosa". Leio o jornal. Chama-me a atenção o texto em prosa de Ricardo Anísio "Amar se aprende amando". Que belo poema! Recebo lições de vida desse poeta. Recorto algumas preciosidades. Ei-las: "Preciso, a cada tempestade, abrigar-me sob videiras. Depuro meus erros , vez em quando, e procuro exercitar o perdão. A solidão ensinou-me a capinar o jardim, sem despertar as rosas." Mergulho no meu interior e silencio... Volto a agradecer a Deus! Naquele instante, posso dizer em solilóquio: Sou feliz!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Fazer o bem

Que bom estar de bem comigo mesma
Saborear o que a vida já me deu
Ter amigos e procurar sempre ter mais
Sentindo o aroma que a amizade concebeu

Vivo e procuro "curtir" sempre os meus dias
Fazendo o bem com muita alegria
Pois, me gratifica ajudar a quem precisa
Sem esperar nada em troca, só carícias
Palavras amigas e gentis

O bem que a gente faz
Em retorno vem também
Façamos, pois, sem medida
E os anjos do céu dirão amém...