terça-feira, 14 de julho de 2009

Letramentos Digitais


A oportunidade de participar de um Programa de Educação a Distância na UEPB tem me proporcionado um aprendizado ímpar. Esta semana recebi solicitação da UAB/CAPES para preencher, em formulário eletrônico, um cadastro para licitação de compras de livros para nosso Curso de Letras em EaD. De início, achei que seria complicado e que não teria a menor condição de realizar essa tarefa. No entanto, resolvi fazer o teste: Ver para Crer! Fui à luta e para minha surpresa, de posse do "login" e senha, verifiquei que "o bicho não é como se pinta"! Estou no final do trabalho e, sem muitas dificuldades, descubro que o processo de aprendizagem no mundo digital é fantástico! Nosso progresso é fruto da necessidade de acompanhar o imensurável crescimento nessa área e a certeza de que, com determinação e garra, somos capazes de superar barreiras e entraves que outrora pensávamos não superar.

Outra experiência que me gratifica nessa trajetória de letramentos digitais tem sido a atualização do Currículo Lattes. À espera de quem pudesse atualizar, e todos que me ajudam, muito ocupados, resolvi eu mesma tentar. Com orientação de uma "mestra" nessa área, recebi algumas informações e, hoje, estou fazendo essa tarefa que, embora, seja um pouco desgastante, está se tornando agradável, uma vez que estou associando ao prazer de querer e saber fazer.

Isto nos dá a consciência de nossa incompletude, mas ao mesmo tempo, do poder que temos de aprender sempre. A vida é um eterno aprendizado. Como diz o adágio popular "É morrendo e aprendendo" ou como atesta o contra-provérbio: "É vivendo e aprendendo". Confirma-se, assim, o que nos afirmou o grande Paulo Freire sobre o inacabamento do ser humano, em seu livro Pedagogia da Autonomia (2006). Para esse educador,


" O inacabamento do ser ou sua inconclusão é próprio da experiência vital.
Onde há vida há, há inacabamento. Mas, só entre mulheres e homens, o
inacabamento se tornou consciente".
É preciso, pois, que nos revistamos da vontade de crescer, de ser mais, de poder fazer, de querer fazer, enquanto estivermos com as condições vitais que nos permitam produzir e perseguir essa busca incessante por aquilo que nos completa e nos torna felizes.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Saudade

Estes dias frios de junho fazem com que procuremos alento. Não para o frio propriamente dito. Mas para o coração, que combalido pela dor, muitas vezes, precisa aninhar-se, procurando abrigo para a frieza da alma. A saudade, esse bichinho que corrói e machuca fortemente o nosso peito, toma conta de todo nosso interior e nos preenche de um sentimento que não sabemos explicar.
Os poetas, estes sim, sabem dizer o que é saudade.
Bastos Tigre já disse que "Saudade é como se fosse/ espinho cheirando a flor." Já imaginaram que imagem tão bonita? "Gosto amargo de infelizes" foi como a chamou Garret. E a saudade já foi definida como "dor que é remédio /remédio que aumenta a dor..." Esta definição contraditória tenta explicar paradoxalmente o que é saudade! Mas, somente os que a experimentam sentem as sensações dessa palavrinha que diz tanto... Bendita saudade que nos leva pra perto de quem gostamos, pois sentimos presente quem está ausente!
Junho das festas! Junho dos namorados! Junho dos folguedos! E por que não, junho das saudades...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Reconhecimento

Algumas valores nos chamam a atenção e marcam determinadas pessoas. O reconhecimento é um deles. Esta semana fui alvo de um gesto de reconhecimento de alguém, que por ser inesperado, ganhou maior significado para mim. Há pessoas que são como os pequenos miosótis, que de tão simples, muitos não vêem a sua beleza, que é latente, mas despercebida. O valor dessas pessoas está justamente no ocultamento de sua competência, que aflora quando instigada. Por esta razão, muitas vezes são injustiçadas.
Meu gesto, minha ação foi simplesmente acreditar no potencial desse alguém, por mais de uma vez, e confiar em seu poder de produção. Poder que lhe foi conferido pela academia (USP ou PUC, não me lembro), legitimado por um diploma de Mestre e por um trabalho desenvolvido na Universidade com seus alunos que atestam isto.
Este ser, como poucos, escreveu-me palavras tão generosas, eivadas de tanto carinho e amabilidade que me deixaram emocionada. Acho que ficamos mais sensíveis com o passar dos anos... A bem da verdade, este reconhecimento tão puro, quanto sincero, massageou meu ego, encheu meu coração de alegria e causou-me muita emoção... Fiz tão pouco! Apenas acreditei no ser humano e no profissional. Dei-lhe somente uma oportunidade de pôr em prática os seus saberes! Nem sabia das suas necessidades... Mas, com certeza, fui instrumento de Deus em sua vida e isso me deixa muito gratificada. Que eu possa sempre oportunizar às pessoas uma forma de mostrarem o que são capazes de fazer.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Versatilidade

O nome é bonito, não? Pois é! Que inveja boa sinto das pessoas que têm essa qualidade. Aproveitam tempo para tudo. Comentam sobre variados temas. Encontram bons motivos para escrever... Acho que preciso, a essa altura do campeonato, fazer um curso ... Preciso escrever mais, devo ser menos exigente comigo mesma, não me preocupar tanto com o que vão dizer dos meus textos, me "policiar" menos...
Comentava há poucos dias com uma amiga, que por ser professora da área de Linguística, muitas vezes, me sentia bloqueada para escrever. Isto é, no mínimo, paradoxal! Mas, é verdade! E não é, que " de repente, mas que de repente", estas reflexões serviram de tema para este simplório texto?
Pois é, "Mané Gabrié", como brincava meu saudoso pai. Quero libertar-me deste caráter de seriedade, que muitas vezes imprimo em meus textos. Quero falar de assuntos banais, usando a linguagem que me dê na "teia". Quem sabe até, agrade mais?
Até o próximo texto, meus pacientes e queridos leitores. Vou tentar ser "versátil", por que não?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

As cartas

Ontem li no blog de Rangel Júnior um texto que comentava sobre cartas. Fiquei feliz em saber que jovens também rememoram o uso desse gênero epistolar e que, por conta do desenvolvimento tecnológico, essa prática social tem arrefecido, diminuído. Lembrei-me, então de várias músicas de minha época que tematizavam esse costume tão antigo, quanto gratificante. Entoei comigo mesma algumas delas...
"Quando o carteiro chegou/ E o meu nome chamou/ Com uma carta na mão...". Uma outra: " Pombo-correio, volta depressa/ Leva esta carta e entrega a meu amor..." ou ainda, " Mandei meu primeiro pombo-correio/ Com uma carta para a mulher que me abandonou/ Soltei o primeiro, o segundo, o meu pombal terminou/ Ela não veio, nem o pombo voltou...".

Pois é! Quantas alegrias certas cartas proporcionavam às pessoas. Dependendo do assunto, as cartas nos levavam às alturas... A competência narrativa/descritiva de alguns missivistas era de fazer gosto. Verdadeiras relíquias! Daí, alguns autores desse gênero terem publicadas suas cartas, muitas vezes, com objetivos didáticos ou por razões documentais e históricas.

As cartas, geralmente, são um dos primeiros gêneros textuais trabalhados na escola. Mesmo assim, encontramos pessoas escolarizadas que têm dificuldade de escrever bem uma carta. Existem também os que por não terem nenhum nível escolar se valem dos escribas, que se prestam a esse ofício. O filme "Central do Brasil" retrata bem esse caso.

O certo é que sentimos falta do "velho carteiro", gritando "Correio" e nos entregando uma cartinha. Cartas da mãe para o filho, cartas de filhos para a mãe ou de qualquer familiar ou, ainda, as famosas cartas de amor... Se possível fosse, hoje eu estaria enviando uma carta com muito afeto para minha querida Mãe... Como ela está no "andar de cima", envio preces eivadas de muito carinho, na certeza de que nos parâmetros celestiais, esta é a linguagem mais eficiente.