domingo, 3 de junho de 2012

Hoje, transcrevo este poema de Djalma Andrade, poeta cearense,  por considerá-lo uma bela oração e comungar com as ideias do autor:


Ato de Caridade


Que eu faça o bem , e de tal modo o faça,
Que ninguém saiba o quanto me custou.
Mãe, espero de Ti mais esta graça:
Que eu seja bom sem parecer que o sou.


Que o pouco que me dês me satisfaça;
E se, do pouco mesmo, algum sobrou,
Que eu leve esta migalha aonde a desgraça,
Inesperadamente, penetrou.


Que a minha mesa, a mais, tenha um talher,
Que seja, minha Mãe, Senhora nossa,
Para o pobre faminto que vier.


Que eu transponha tropeços e embaraços:
Que eu não coma sozinho o pão que possa 
ser partido por mim em dois pedaços.

sábado, 26 de maio de 2012


Os poetas não morrem!


Ao ler crônicas e mais crônicas do poeta/cronista, Robério Maracajá, na incumbência de fazer uma revisão linguística para publicação em livro (desnecessária, por sinal), voei na minha imaginação, mergulhei nas palavras, fiz malabarismos na mente e  dei cambalhotas ao vento... Cheguei a uma conclusão óbvia! Os poetas não morrem! Eles viajam num tempo infinito, metaforizando  suas vidas em imagens coloridas que permanecem vivas aos olhos dos leitores.
As lembranças do passado, as reminiscências da infância, os arroubos da juventude, o desfiar do presente e a esperança no porvir são transmutados para as crônicas escritas, em temas/símbolos que nos conduzem a voos em asas de borboletas, configurando as "saudades, cacimbas de chorar  a vida inteira", como bem diz o poeta.
A "tarefa" tornou-se leve como plumas de pombos, arrulhando em cenas de amor... Leves, como leves e doces são as crônicas roberianas! Embebedei-me com este vinho suave, sorvi, gota a gota, os sabores desta taça, como a desejar que não chegassem ao fim... "Esvaziei-me de pedras e espinhos para encher-me de melodias e perfumes". Inebriei-me no néctar deste mel, que açucarou a minha alma e adoçou os meus sonhos.
Tudo isto me deu a certeza de que quem poetiza o que escreve, quem imortaliza suas ideias em textos, não precisa de Academia para ser imortal. Imortalizados serão na perpetuidade dos seus escritos, porque "voam os passarinhos, mas fica empoleirada a cantoria dos sabiás e dos curiós, dos canários e das patativas". Robério Maracajá é, então, duplamente imortal.  

domingo, 13 de maio de 2012

Dia das Mães

Mais um dia das Mães! Mais uma data que nos traz lembranças, saudades... No entanto, "viver é preciso..."
Por isto, acordei cedo e como costumeiramente faço, tomei meu café, interrompido por um chamado à porta. Era um mensageiro com rosas vermelhas e um cartão com palavras amáveis... A emoção toma conta de mim. As lágrimas inundaram meu rosto! Não tem jeito! Continuo a chorona de sempre... Mal sabia eu que, além das flores e os presentes recebidos, eu vivenciaria uma emoção maior ao ler a crônica enviada por Rossana, escrita talentosamente, com a linguagem do coração e burilada com as  tintas do amor... Chorei novamente! Como evitar as lágrimas, quando palavras são eivadas de carinho e afetividade, que chegam a vincar dentro de nós, marcas profundas de gratidão e respeito? Como não transbordar o sentimento do bem querer com alguém que se desmancha em carinhos e hiperbolicamente nos atribui qualidades que vão além do que imaginamos ou merecemos?  Não tem jeito! As lágrimas vêm e lavam a nossa alma, como um signo que evoca os demais para significarem toda a nossa alegria por receber tanto afeto...

Não posso deixar de registrar aqui, palavras de carinho que, entre outras, já estão gravadas no coração:
                      (...) De minha janela, percebi naquele brilho a beleza de um PORVIR e de um dia que recomeça calmo  e tranquilo. Senti naquela luz, amena e serena, a doce alegria de TER e SER Mãe. Em minha mente, instaurou-se a imagem de minha Mãe Divanira como um SOL: brilho próprio, forte e bela, iluminando a todos a cada dia, com seus exemplos de vida, seu jeito singular de ser e de uma dedicação e amor incondicional a seus filhos  (...).

A crônica se extende e, à medida que prossegue, me dá a certeza do bem maior que é ter a ventura de gerar filhos abençoados pela graça divina, que nos enchem de orgulho, por serem abnegados, inteligentes, capazes e, acima de tudo, dignos! Resta-me somente agradecer a Deus por tantos benefícios.  Obrigada, Senhor! Eu te louvo e te glorifico!


quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia da Mulher

Desde ontem que recebo mensagens carinhosas pelo dia da Mulher. Realmente, este dia deve ser cultuado! Uma, especialmente, me emocionou, pois o remetente é o meu neto primeiro. Aquele que preencheu os meus vazios no ano que meu filho caçula partiu para os espaços celestiais... Mas, voltando à temática, gostaria de registrar que ser mulher me enche de orgulho, me proporciona alegrias e me envaidece por ter feito e continuar fazendo o possível, e quem sabe, o impossível, para dignificar o gênero ao qual pertenço.
Como tantas outras, sou Maria e acredito que isto me energiza, pois tenho a proteção da mais digna de todas as mulheres, a VIRGEM MARIA. A Maria do SIM incondicional e exemplo maior de entrega total e de humildade. Mas, ser humilde não é submeter-se a tudo e sofrer resignada vendo o trem da história passar.
Ser Mulher hoje é participar ativamente das mudanças sociais, é avançar com os paradigmas que são transmutados, é seguir adiante, contribuindo de alguma forma com as novas questões políticas e sociais que são postas. È ir à luta quebrando os limites, ultrapassando barreiras e incorporando competências, antes fora de seus domínios.
Alegramo-nos, pois, com a emancipação da Mulher nos vários setores, rompendo radicalmente com modelos ultrapassados que restringiam os papéis sociais da mulher em vários aspectos.
Portanto, salve, salve, a Mulher!
Mulher que abarca práticas teóricas e culturais num mundo cada vez mais interligado pelas redes planetárias de comunicação, marcado pela proclamada supremacia das imagens, da mídia, da informática, da informação rápida e da ausência de fronteiras.
Mulheres guerreiras, heroínas e vitoriosas. Somos, realmente, merecedoras de aplausos!