Desde ontem que recebo mensagens carinhosas pelo dia da Mulher. Realmente, este dia deve ser cultuado! Uma, especialmente, me emocionou, pois o remetente é o meu neto primeiro. Aquele que preencheu os meus vazios no ano que meu filho caçula partiu para os espaços celestiais... Mas, voltando à temática, gostaria de registrar que ser mulher me enche de orgulho, me proporciona alegrias e me envaidece por ter feito e continuar fazendo o possível, e quem sabe, o impossível, para dignificar o gênero ao qual pertenço.
Como tantas outras, sou Maria e acredito que isto me energiza, pois tenho a proteção da mais digna de todas as mulheres, a VIRGEM MARIA. A Maria do SIM incondicional e exemplo maior de entrega total e de humildade. Mas, ser humilde não é submeter-se a tudo e sofrer resignada vendo o trem da história passar.
Ser Mulher hoje é participar ativamente das mudanças sociais, é avançar com os paradigmas que são transmutados, é seguir adiante, contribuindo de alguma forma com as novas questões políticas e sociais que são postas. È ir à luta quebrando os limites, ultrapassando barreiras e incorporando competências, antes fora de seus domínios.
Alegramo-nos, pois, com a emancipação da Mulher nos vários setores, rompendo radicalmente com modelos ultrapassados que restringiam os papéis sociais da mulher em vários aspectos.
Portanto, salve, salve, a Mulher!
Mulher que abarca práticas teóricas e culturais num mundo cada vez mais interligado pelas redes planetárias de comunicação, marcado pela proclamada supremacia das imagens, da mídia, da informática, da informação rápida e da ausência de fronteiras.
Mulheres guerreiras, heroínas e vitoriosas. Somos, realmente, merecedoras de aplausos!
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia da Mulher
domingo, 23 de outubro de 2011
O Ipê do meu quintal
Acordei hoje cedo! Abri a janela do meu quarto. Meus olhos encheram-se! Meus ouvidos foram premiados! As flores do meu Ipê ficaram mais belas com o gorjeio de dois pássaros que nele pousaram. A linguagem cromática mesclava-se entre o roxo do ipê e o colorido dos pássaros numa sintonia irradiante! Os raios do sol espraiavam luz naquele cenário de cor e som. Meus olhos brilhavam e meu coração palpitava. Emoção demais para um domingo que se prenunciava dos mais belos!
Associei essa imagem a uma melodia que gosto muito: "Quanta luz neste ambiente, descendo sobre nós, vibrando em nossas mentes..." .
Senti-me agraciada e cheia de esperança. Senti-me, também, enriquecida por poder desfrutar desse potencial que a natureza me ofereceu. São imagens como essa que me oportunizam a semiotização de signos verdadeiros e semanticamente valiosos. Minha alma inundou-se de paz, por meio das leituras múltiplas que fiz naquele instante... Recolhi-me na minha insignificância humana, diante da grandiosidade daquele espetáculo ímpar da natureza!
Agradeci a Deus, naquele momento, por verificar, que apesar da degradação do meio ambiente, ainda nos é dado a ventura de presenciar cenas de tamanho valor.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Às Mulheres
O mês de maio se inicia. Cognominado como mês de Maria, das mães, das flores, das noivas...
Eu diria, não só de Maria Santíssima, mas de todas as Marias, generalizando-as como Mulher.
As Marias brancas/ pretas/índias, de todas as etnias. As Marias pobres/ricas/poderosas ou sem poder algum... As Marias jovens/idosas/envelhecidas pelo tempo ou não... A todas as Marias, sem nenhum preconceito... Mas, primordialmente, as Marias que são consideradas incapazes por não terem a juventude aflorada em seu físico, esquecendo-se alguns que ser jovem é ter no espírito o vigor, a sensibilidade e o respeito que muitos não têm a capacidade de ter...
Neste mês, quero dedicar a todas essas Marias desreipeitadas, ultrajadas, vítimas de preconceitos, este poema que, por si só, pela grandeza de sua autoria, de seu conteúdo, com certeza, calará vozes, que movidas não se sabe por quais sentimentos, externizam ideias que melhor seria não serem exteriorizadas, mas continuarem silentes para não ferir quem as ouve...
Eis o poema, de autoria de Madre Teresa de Calcutá, que faço dele as minhas palavras:
Tens sempre presente que a pele se enruga,
o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...
Mas, o que é mais importante não muda;
A tua força e a tua convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista vem um desafio.
Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas...
Continua, quando esperam que desistas.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em ti.
Faz com que, em vez de pena, te tenham respeito.
Quando não conseguires correr através dos anos,
Trota
Quando, não conseguires trotar, Caminha!
Quando não conseguires caminhar,usa uma bengala.
Mas, nunca te detenhas!!!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Construindo Castelos
Esta semana refleti comigo mesma acerca do que havia lido no livro "Nunca desista dos seus sonhos", de Augusto Cury. Diz ele que "se você tiver grandes sonhos, seus desafios produzirão oportunidades e seus medos produzirão coragem". Foi o que aconteceu comigo.
Incentivada por amigas verdadeiras, decidi-me a concorrer a uma vaga no Doutorado em Literatura e Interculturalidade do Departamento de Letras da UEPB. Movida pela paixão aos estudos e a vontade férrea de tornar-me uma pesquisadora de fato e de direito, enfrentei mais este desafio em minha vida.
Só havia, então, uma possibilidade de conseguir tal intento. Entregar-me decididamente aos estudos para o enfrentamento das três fases eliminatórias da seleção (Prova Escrita, Projeto e Entrevista) e, ainda de quebra, a proficiência em Língua Estrangeira. Sabia por antecipação dos obstáculos que teria de transpor, tendo em vista que estaria concorrendo com pessoas, talvez, com mais condições que eu e por enveredar em uma área que não era a que eu trabalhava há muitos anos. No entanto, pensei comigo mesma, que sem enfrentar riscos, não vamos a lugar algum. Muitas vezes, é preciso derrubar "os monstros imaginários" que se alojam em nossas mentes e dilaceram nossos sonhos.
Assim o fiz. Abracei esse sonho, empoderei-me desse objetivo e fui à luta. Felizes dos que encontram a coragem para lutar e tornam os seus sonhos em realidade, "aprendendo a ser líderes de si mesmo".
Mergulhei tenazmente no meu propósito de vida. Louvo a Deus pela vitória! Irei reconstruir uma trajetória, em cujo hiato, nunca deixei que os vazios não fossem preenchidos ou que a inércia tomasse conta de mim. Sempre vislumbrei auroras e toquei sinfonias que pudessem delinear novos horizontes.
Hoje, tenho a certeza, de que a cada dia que se vive, um sol iluminado ressurge e seus raios reenergizam os que acreditam em um porvir venturoso que pode resgatar o prazer de viver e o sentido da vida.
Tenho plena convicção dos percalços e responsabilidades que me aguardam. Entretanto, sei da minha garra, da vontade de vencer e a grande Fé em Deus, que nunca me faltou. Sei também, que a vida é uma maratona, cujo percurso devemos nos arriscar a percorrer. E diante das incertezas e contingências, olhar para frente e dar sempre um passo a mais é o que se deve fazer.
Nesse sentido, como sempre digo, Deus e o tempo são os senhores de todas as coisas. O tempo passa de todo jeito. Quer façamos ou não alguma atividade. Assim, os caminhos existem para ser trilhados, as pedras do caminho para ser retiradas, as barreiras para ser transpostas e os castelos para ser construídos.
sábado, 16 de abril de 2011
Uma doce "tarefa"
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Ponto de Vista
Quando estudante de Curso Normal, em um certo dia, fui incubida de escrever sobre o tema "A verdade". Já comentei, algumas vezes, com meus alunos, a dificuldade de se escrever sobre tema tão abstrato.
Num misto de surpresa e alegria, recebo o livro " Letras e Vozes - Vol. II", organizado pelo Colégio Motiva, que publica entre outros textos, "Fidelidade Versus Felicidade", de autoria do meu neto Túlio Arcoverde. Tema também abstrato, me chama a atenção a maturidade com que Túlio versa essa temática. Argumenta ele que nem sempre "ser fiel é a chave para um relacionamento feliz e seguro". Para ele, a regra de ser fiel e não se separar pode levar um casal "a amargar suas vidas por muitos anos". Enfatiza ele, que o importante é seguir à risca a máxima de Vinicius de Morais: "Que seja infinito enquanto dure..."
Impressiona-me, sobremaneira, um adolescente de apenas 15 anos, ter ideias tão firmadas e argumentos tão fortes para um tema tão sério e polêmico como este. Sabemos que não é facil escrever, expor opiniões e pontos de vista, e por isto, o meu orgulho de ser avó de um jovem que tem tudo para ser um escritor em potencial. Que me desculpem a corujice, mas deixando à parte esse lado, posso afirmar com convicçao de que vale a pena investir nesse menino/homem! E aqui, valem a voz e o olhar da Professora de Produção Textual, e não mais, os da avó.
Parabéns Colégio Motiva, pela iniciativa! Parabéns professores, pelas orientações cuidadosas! Parabéns Túlio, pela competência! Você nos envaidece! Pelo jovem seguro que é! Por sua sensatez constante! Por sua gentileza de menino educado! Pelo afeto e generosidade de sempre! Por sua beleza física, mas principalmente, por sua beleza interior.
Continue nessa busca constante de sempre ter o que dizer e a quem dizer e, certamente, não faltarão letras e vozes para que você externe seus pontos de vista.
sábado, 21 de agosto de 2010
O Simpósio de Literaturas Africanas.
O Simpósio Internacional de Literatura Africanas, acontecido recentemente por iniciativa do PEN CLUB do Brasil - Seccional da Paraíba e sob os auspícios do Centro Campinense de Estudos Africanos, nos oportunizou bons momentos poéticos. Contando com o apoio da UEPB e da Rede Paraíba de Televisão, o evento foi idealizado pela Profª Drª Elizabeth Marinheiro e realizado no Departamento de Letras.
Os Escritores João Melo, Marta Santos e João Maiona são membros da União dos Escritores Angolanos e foram as "estrelas" do evento. No entanto, chamou-me a atenção a sensibilidade do poeta João Maiona. Relatou ele ter nascido no Norte da Angola. Lá havia muita violência e era uma época conturbada. Filho de pais muito pobres, pai empregado na casa de portugueses e mãe analfabeta, teve uma infância muito difícil. Frequentou Escola Católica e sua formação foi toda em língua francesa. Somente aos quatorze anos é que teve contato com a língua de Camões. Disse ele, que um dia, na missa, encontrou duas "madres" e nesse contato contínuo, aprendeu português. Nunca frequentou escolas para estudar português. (Emocionou-se ao contar esta história).
Começou a trabalhar, ganhou dinheiro e "viveu" o que não tinha vivido até então! Depois largou tudo e foi para o Sul da Angola. Resolveu continuar os estudos e foi para a França, onde ganhou uma bolsa de estudos. Os "ensaios" que escrevia chamavam a atenção dos professores que diziam ser ele um poeta!
Em 1980, com a influência de Carlos Drummond de Andrade, começou a escrever poemas. Constatou então que estava alcançando seus objetivos. Do poema "Ó Angola meu berço do Infinito", recortei alguns versos que me tocaram:
" Ó Angola meu berço do Infinito/meu rio da aurora/minha fonte do crepúsculo/Aprendi a angolar/pelas terras obedientes de Maquela/(onde nasci)(...) Angolei contigo nas sendas do incêndio/onde os teus filhos comeram balas/ e regurgitaram sangue torturado/onde os teus filhos transformaram a epiderme em cinzas/onde das lágrimas de crianças crucuficadas/nasceram raças de cantos de vitória/raças de perfumes de alegria/(...) (Angola meu fragmento de esperança)/deixai-me beber nas minhas mãos/a esperança dos teus passos/nos caminhos de amanhã/ e na sombra d'árvore esplendorosa."
Nada melhor do que poemas para alimentar o nosso espírito... Viva a poesia!
domingo, 15 de agosto de 2010
Ciranda da leitura
Com o título " Bibliotecas: Cenário Preocupante", a Revista Educação- julho/2010 publica que até 2020, os municípios e os estados brasileiros precisarão construir 25 bibliotecas por dia no ensino fundamental. O diagnóstico, obtido por um estudo do movimento Todos pela Educação, com base em dados do censo da Educação Básica de 2008, está relacionado com o cumprimento da lei que determina a instalação de bibliotecas em todas as instituições de ensino do país (públicas e privadas), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no final de maio. A lei estabelece como prazo final para a instalação o ano de 2020.
Como vemos, a preocupação com a formação de leitores na escola é uma constatação. O ensino de Língua Portuguesa, não obstante as grandes mudanças que têm ocorrido, principalmente, no que diz respeito à produção e recepção de textos, não tem efetivado metodologias eficazes para a consecução de comunidades leitoras. Isto expressa, realmente, a necessidade de reflexões maiores sobre essas questões, em especial, sobre a prática de leitura na escola e fora dela.
Neste sentido, iniciativas como essa são louváveis, porém não se formam leitores por meio de decretos. É preciso muito mais! A criação das bibliotecas é o primeiro passo. É uma oportunidade que deve ser aproveitada pelos professores, para efetivação de uma exercício não muito comum em sua práxis. É necessário, porém, que se tornem leitores, deixando de lado a desculpa de que não leem porque não podem comprar livros. Consequentemente, trabalharem estratégias que levem seus alunos a ler, construindo sentidos para suas leituras, tornando-os, assim, leitores proficientes.
Não se concebe um professor que, diante das situações diversas e emergentes de um mundo globalizado, não goste de ler e não passe para seus alunos esse exemplo. Credita-se a leitura como uma forma rica e insubstituível para aqueles que querem atualizar seus conhecimentos. O professor que lê e faz com que seus alunos leiam terá chances de oportunizar grandes transformações na sua metodologia de trabalho, deixando de lado a linguagem do discurso didático, que inibe a voz do aluno, como se o aprendizado fosse exclusivamente para a escola, e não, para a vida.
Cabe também às Universidades que oferecem Cursos de Formação para professores do Ensino Fundamental inserir em suas diretrizes curriculares conteúdos que versem sobre esta temática, propiciando o debate, a reflexão e, sobretudo, a prática leitora, de forma que possamos preencher as incompletudes constatadas em pesquisas nessa área. Só assim, estaremos contribuindo com o desenvolvimento humanístico, social e cultural do indivíduo, no sentido de sua realização como ser pensante e engajado nos diversos contextos em que interage.
Construamos, então, essa ciranda, unindo nossa mãos, pois "nenhuma corrente é mais forte do que seu elo mais fraco."
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O frio da alma
Tarde fria na serra! A chuva fina acaricia as plantas que parecem sorrir. Fica gostoso agasalhar-se para dormir. Os cobertores nos fazem afagos e aconchegam o nosso corpo.
Nosso pensamento voa, percorre caminhos, faz atalhos, chega ao país da imaginação. Ficamos a nos perguntar o que seria de nós sem o agasalho do afeto. Sem braços abertos pra nos receber. Sem mãos fortes e generosas que se estendem pra nos proteger. O que seria sem a palavra que ecoa em nosso coração dizendo "conte comigo", "eu estou aqui". Sem o olhar amigo que nos contempla nas horas que mais precisamos.
Com estas reflexões, chegamos a uma conclusão. Como deve ser triste transitar pelos caminhos da solidão! Como deve incomodar andar por territórios impregnados de desumanização. Como deve angustiar seguir veredas, onde procuramos alguém e não encontramos. Enfim, prosseguir na trama da existência e não conseguir respostas para nossos questionamentos, nem ter com quem partilhar nossos sentimentos.
Assim, nessa busca incessante para preencher esses vazios, é preciso mergulhar em nosso interior e procurar guarida para dar asas aos nossos devaneios. E é nessa busca que aprendemos. Tomamos consciência de que somos seres históricos, sociais, dotados de subjetividades. E se somos sociais é o outro que nos completa. Tornamo-nos melhor ampliando as nossas relações. É esse processo de agregação que possibilita ao ser humano o crescimento de seu horizonte de sentido, diz Fábio de Melo.
Nessa perspectiva, precisamos manter boas relações de amizade, de carinho, de afeto, porque "relações humanas são como pontes", cuja travessia precisa ser feita para atenuar distâncias entre nós e o outro.
Precisamos, portanto, aquecer não apenas o frio do corpo, mas o frio da alma, para fortalecer as nossas esperanças e alimentar o nosso espírito. Preservemos, pois, nossa vida afetiva e procuremos desmontar o gelo do desamor, para que não habite em nós a frieza da solidão.
domingo, 7 de março de 2010
Dia da mulher
Para nós, mulheres, todos os dias são nossos... Os variados papéis que assumimos na sociedade nos outorga esse direito de sermos homenageadas diariamente. Infelizmente, nem sempre acontece. Muito pelo contrário, algumas mulheres em vez de homenageadas são vítimas de violência dos mais variados tipos. Embora estejamos em pleno século XXI e termos em vigor a Lei Maria da Penha, são anunciados constantemente, casos e evidências de violência contra a mulher. Lamentável que tenhamos de conviver com essa realidade.No entanto, alegra-nos saber que escritores e poetas exaltam a mulher em suas criações poéticas e textos dos mais variados gêneros. Particularmente, a crônica de Estevam Fernandes, "Simplesmente Mulher" aborda esse tema de maneira magistral, ao enfatizar a solidão de algumas mulheres em suas próprias casas. "O sonho de um lar feliz acabou por transformar-se no espectro de sua própria agonia. Querendo alguém para amar, conheceram a própria solidão."
Na verdade, muitas vezes, as mulheres têm como companhia apenas as suas lembranças, os seus desejos incontidos e as aspirações interrompidas, alimentando-se do passado, do que poderia ter sido e não foi. É como se tivessem algemas dentro de si, feridas em sua dignidade, aprisionadas pelos caprichos de alguém que em seu egoísmo não vê nada, além de si próprio. "Alguém que lhes rouba os sonhos e escraviza a alma e, ainda, lhes impedem de ser feliz."
No entanto, nem sempre as mulheres deixam-se anular. Algumas vão à luta. Resistem ao que muitos dizem ser destino, superando os "grilhões dos limites caseiros." Afirmam-se profissionalmente, conquistam autonomia, tornam-se competitivas e assumem-se
como donas de seu querer e do seu fazer. Sentem-se libertas, mas não esquecem jamais de seus deveres de esposa e mãe.É preciso pois, que olhemos para a mulher com os olhos da compreensão, do companheirismo, da afetividade, da igualdade de direitos, deixando-a ser feliz, realizada por conquistar os seus anseios, os seus objetivos e, acima de tudo, mostrando que é capaz de produzir e de contribuir com a construção de uma sociedade melhor.
Portanto,exaltemos a mulher, sempre que possível, e façamos dela o símbolo do amor. Mulher amada é mulher feliz!
sábado, 26 de setembro de 2009
À Virgem das Mercês
Em Cuité-PB, no dia 24 de setembro, é venerada a Virgem das Mercês. Os filhos da terrinha amada festejam aquele dia, com muita emoção. Os que moram em outras cidades, quando podem, não deixam de participar das festividades da padroeira.
Este ano, a convite do primo Antônio de Pádua, "subi a serra", como costumamos dizer. Além das solenidades religiosas, Toinho, como carinhosamente o chamamos, agradeceria à Virgem das Mercês graças alcançadas, receberia algumas homenagens (por estar se aposentando do Tribunal de Justiça) e faria a inauguração do novo prédio do Fórum Cuiteense. O Fórum, totalmente reformulado, orgulha os cuiteenses pela imponência daquela arquitetura.
Que festa bonita!!! A começar pela missa solene que celebrada por um padre de Cuité emocionou a todos. Na homilia, o padre fazia uma narrativa da vinda da imagem para Cuité, trazida pelas mãos da família Dantas. Os hinos entusiasmavam aquela comunidade, que diante da imagem de Nossa Srª das Mercês, já belissimamente ornamentada no andor para a procissão, parecia interceder por todos que ali a cultuavam. Os participantes foram também agraciados pela Filarmônica da cidade, que além de orquestrar "velhos dobrados", que nos fez viajar no tempo, encerrou com o Hino " Senhora das Mercês". Não foi possível conter as lágrimas... Quantas recordações...
Ao término da missa, várias homenagens foram prestadas ao filho da terra, Antônio de Pádua, que orgulha Cuité pelos cargos que ocupou e que o dignificou pela lisura, hombridade e competência, marcas significativas de sua gestão, tanto na Presidência do Tribunal Eleitoral, quanto na Presidência do Tribunal de Justiça.
Após a missa, nos dirigimos ao Fórum para a bênção do prédio e inauguração da reforma feita. Naquele universo da justiça, logo que se concluiu a formalidade de inauguração, a alquimia do afeto transformou aquele espaço em lugar mais aprazível ainda para reencontro de familiares, conterrâneos e amigos. Quantos abraços aconchegantes, quantos sorrisos efusivos!!! O discurso da memória foi exaustivamente produzido, estabelecendo-se um cenário colorido de lembranças vivificadas pelo contexto aconchegante e afetivo que se instaurou. Entre as iguarias e guloseimas servidas, as boas prosas e o desejo de que aquele tempo se prolongasse...
"A teus pés, Virgem Mãe das Mercês", agradecemos e louvamos a Deus por tudo!!! Pelo carinho dos familiares, que nos alimenta a alma; pela amizade dos conterrâneos, que perdura em nossos corações; por ter amigos que nos proporcionam prazer com os seus testemunhos de afeto.
sábado, 1 de agosto de 2009
Aprendendo ao longo da vida
Das muitas produções acadêmicas que tenho realizado ou colaborado, uma me gratificou sobremaneira: O Projeto Universidade Aberta para Formação de Pessoas da Terceira Idade.
A Profa. Eliane Moura, Coordenadora da CIPE/UEPB - Coordenadoria Institucional de Programas Especiais - indicou-me para ampliar o Projeto iniciado pelo Prof. Dr. Manoel Freire de Oliveira Neto, do Departamento de Educação Física. Imediatamente, ao ler a minuta do Projeto, esboçada pelo professor, entusiasmei-me com a proposta, mesmo não sendo da minha área específica, pela envergadura de tal ação. Mas, como transitamos na àrea de Linguagens, que vislumbra horizontes outros, leituras múltiplas, recriação de textos e intertextualidades, procurei "dar conta" da tarefa incubida. A minha experiência, também, na elaboração de outros projetos na área educacional me credenciava para tal.
Coincidentemente, havia ganhado um livro intitulado "Dez fatores para uma Educação de Qualidade para todos no Século XXI", de autoria de Cecília Braslavsky (2005) , lançado pela Ed. Moderna. O conteúdo deste livro veio a calhar. A autora chamava a atenção para as surpresas inevitáveis deste século e, entre elas, a possibilidade de um aumento consistente na expectativa de vida das pessoas.Uma das muitas afirmações contidas e, de maior expressividade, era a citação do escritor argentino Marcos Aguinis que asseverava que " não apenas se agregam anos à vida, mas também, se agrega vida aos anos", em razão da medicina e das tecnologias modernas permitirem às pessoas, não apenas, viver mais tempo, mas viver melhor: mais lúcidas, com maior capacidade de leitura, compreensão e criação. Procurei também informações na internet sobre o tema e, dados da tese de doutorado do Prof. Dr. Oliveira Neto, que aponta a inserção das Universidades nesta área, no sentido de integrar pessoas da terceira idade no universo da academia, como forma de inclusão social.
Essa contextualização justifica as razões do texto e o porquê da gratificação de ter colaborado com esse Programa, principalmente, por ter tido a oportunidade de vivenciar a solenidade de abertura do Curso e "degustar" da excelente aula inaugural da professora convidada. Ao ver cinquenta alunos envolvidos e entusiasmados naquela primeira aula, me dava a certeza de que, mesmo nos bastidores, pois a minha atuação não era a de protagonista, havia participado efetivamente da construção daquele projeto, e esse fazer estaria registrado, senão nos anais da História da Universidade, mas nos registros de minha História de vida, como produção acadêmica de real valor para mim, pela relevância do alcance social e do bem proporcionado a tantas pessoas, que estariam "Aprendendo ao longo da vida", slogan que criei para o projeto.
Como corolário deste texto, cito Fernando Pessoa:
" O meu olhar é nítido como um girassol,
Tenho o costume de andar pelas estradas
olhando para a direita e para a esquerda,
de vez em quando para trás...
E o que vejo a cada momento
é que nunca antes eu tinha visto,
e eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
que tem uma criança, se ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
terça-feira, 14 de julho de 2009
Letramentos Digitais
Outra experiência que me gratifica nessa trajetória de letramentos digitais tem sido a atualização do Currículo Lattes. À espera de quem pudesse atualizar, e todos que me ajudam, muito ocupados, resolvi eu mesma tentar. Com orientação de uma "mestra" nessa área, recebi algumas informações e, hoje, estou fazendo essa tarefa que, embora, seja um pouco desgastante, está se tornando agradável, uma vez que estou associando ao prazer de querer e saber fazer.
Isto nos dá a consciência de nossa incompletude, mas ao mesmo tempo, do poder que temos de aprender sempre. A vida é um eterno aprendizado. Como diz o adágio popular "É morrendo e aprendendo" ou como atesta o contra-provérbio: "É vivendo e aprendendo". Confirma-se, assim, o que nos afirmou o grande Paulo Freire sobre o inacabamento do ser humano, em seu livro Pedagogia da Autonomia (2006). Para esse educador,
" O inacabamento do ser ou sua inconclusão é próprio da experiência vital.É preciso, pois, que nos revistamos da vontade de crescer, de ser mais, de poder fazer, de querer fazer, enquanto estivermos com as condições vitais que nos permitam produzir e perseguir essa busca incessante por aquilo que nos completa e nos torna felizes.
Onde há vida há, há inacabamento. Mas, só entre mulheres e homens, o
inacabamento se tornou consciente".
terça-feira, 2 de junho de 2009
Reconhecimento
Algumas valores nos chamam a atenção e marcam determinadas pessoas. O reconhecimento é um deles. Esta semana fui alvo de um gesto de reconhecimento de alguém, que por ser inesperado, ganhou maior significado para mim. Há pessoas que são como os pequenos miosótis, que de tão simples, muitos não vêem a sua beleza, que é latente, mas despercebida. O valor dessas pessoas está justamente no ocultamento de sua competência, que aflora quando instigada. Por esta razão, muitas vezes são injustiçadas.
Meu gesto, minha ação foi simplesmente acreditar no potencial desse alguém, por mais de uma vez, e confiar em seu poder de produção. Poder que lhe foi conferido pela academia (USP ou PUC, não me lembro), legitimado por um diploma de Mestre e por um trabalho desenvolvido na Universidade com seus alunos que atestam isto.
Este ser, como poucos, escreveu-me palavras tão generosas, eivadas de tanto carinho e amabilidade que me deixaram emocionada. Acho que ficamos mais sensíveis com o passar dos anos... A bem da verdade, este reconhecimento tão puro, quanto sincero, massageou meu ego, encheu meu coração de alegria e causou-me muita emoção... Fiz tão pouco! Apenas acreditei no ser humano e no profissional. Dei-lhe somente uma oportunidade de pôr em prática os seus saberes! Nem sabia das suas necessidades... Mas, com certeza, fui instrumento de Deus em sua vida e isso me deixa muito gratificada. Que eu possa sempre oportunizar às pessoas uma forma de mostrarem o que são capazes de fazer.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
As cartas
Pois é! Quantas alegrias certas cartas proporcionavam às pessoas. Dependendo do assunto, as cartas nos levavam às alturas... A competência narrativa/descritiva de alguns missivistas era de fazer gosto. Verdadeiras relíquias! Daí, alguns autores desse gênero terem publicadas suas cartas, muitas vezes, com objetivos didáticos ou por razões documentais e históricas.
As cartas, geralmente, são um dos primeiros gêneros textuais trabalhados na escola. Mesmo assim, encontramos pessoas escolarizadas que têm dificuldade de escrever bem uma carta. Existem também os que por não terem nenhum nível escolar se valem dos escribas, que se prestam a esse ofício. O filme "Central do Brasil" retrata bem esse caso.
O certo é que sentimos falta do "velho carteiro", gritando "Correio" e nos entregando uma cartinha. Cartas da mãe para o filho, cartas de filhos para a mãe ou de qualquer familiar ou, ainda, as famosas cartas de amor... Se possível fosse, hoje eu estaria enviando uma carta com muito afeto para minha querida Mãe... Como ela está no "andar de cima", envio preces eivadas de muito carinho, na certeza de que nos parâmetros celestiais, esta é a linguagem mais eficiente.
domingo, 26 de abril de 2009
Por que silenciamos?
Há vários e incontáveis motivos para o estabelecimento do silêncio!
Silenciar pode ser uma opção de coexistência. Uma forma de se introjetar no âmago de sua alma para as reflexões mais puras, para os questionamentos mais íntimos ou para ouvir a voz de seu interior, que intimado, responde aos anseios daquele que busca a completude de suas indagações.
O silêncio, mesmo carregado de plurissignificações, paradoxalmente, reveste-se de contornos indecifráveis, que suscita, muitas vezes, interrogações. Em alguns momentos, chega a incomodar . Em outros, pode se transformar em "uma espécie de substância secreta que abre caminho à expressão", como afirma Novaes, em "O silêncio dos intelectuais"(2006).
Por que silenciamos? Por não termos o que dizer? Por termos muito o que dizer e não saber fazê-lo? Ou por não podermos exteriorizar o que nos oprime ou nos angustia? Como dissemos anteriormente, muitas são as causas do silêncio... Há o silêncio imposto como forma de dominação ( velhos e negros tempos) ... Há o viés do silêncio conivente... ( que triste constatação!) Há também, o silêncio contemplativo, quando o ser humano reflete sobre o mundo e tira determinadas conclusões. Mas, há um silêncio muito nosso, muito particular, quando calamos porque a tristeza toma conta de nós e são as lágrimas o código maior para expressar nossos sentimentos... E aí, gente, são os fios do silêncio enredados pelos próprios acontecimentos da vida. É nessa hora, então, que um outro silêncio se instaura e nos remete a uma interlocução maior: o diálogo com Deus, na esperança de que o percurso gerativo de sentidos se estabeleça e preencha os nossos vazios...
Bem, mas não é minha intenção aqui falar sobre o silêncio, nem teria competência para tal, pois existem teses e ensaios brilhantes sobre este tema! Porém, a verdade é que fui instigada, convidada por amigos leitores a "dar o ar da minha graça" neste espaço onde registro minhas experiências, expresso meus sentimentos e revelo minhas verdades.
Embora tenha consciência de minhas limitações ou do pequeno grau de literariedade dos meus escritos, não posso negar que fiquei feliz ao saber que o silêncio no meu blog foi percebido. As razões não importam. O interstício voluntariamente efetivado ( ou involuntário?) foi um discurso silenciado, lido por bons amigos que, generosamente, visitam meu blog e que, certamente, fizeram leituras, indagações ou tiveram qualquer outra reação. Volto, timidamente, mas volto. Como já disse o grande José Américo, "ninguém se perde na volta".
Afinal, de uma coisa tenho a certeza: o silêncio fala mais do que cala.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Férias pra que te quero
Acordo. Agradeço a Deus por tudo. Saio para caminhar. Contemplo a imensidão do mar com suas belezas naturais. Olho diversos barcos que velejam ao embalo das ondas. Vejo os caminhantes. Olhares se cruzam. "Cada um na sua", como dizem os jovens. Por que já não se usam mais os cumprimentos? Por que não se deseja mais um bom dia? Repenso os comportamentos sociais. Analiso as mudanças culturais. O que mudou? Por que mudou? Quero continuar com as minhas convicções. Dou um mergulho. Banho-me naquelas águas inquietas , mas paradoxalmente, tranquilizantes. Transporto-me em pensamentos que vão além de mim. Reflito. Oro. Por que não? Como é bom conversar com Deus naquele ambiente que nos transporta além mar... A prece parece encurtar a distância entre o terreno e o Divino. O diálogo com Deus instaura-se mais facilmente. A natureza ajuda. Viajo ao passado. Quanto me faz bem a consciência do dever cumprido. Volto à minha casa. Tomo uma boa ducha. Deleito-me ao observar minhas palmeiras verdejantes em seus bailados pitorescos, como se estivessem me saudando... Deito-me numa "rede preguiçosa". Leio o jornal. Chama-me a atenção o texto em prosa de Ricardo Anísio "Amar se aprende amando". Que belo poema! Recebo lições de vida desse poeta. Recorto algumas preciosidades. Ei-las: "Preciso, a cada tempestade, abrigar-me sob videiras. Depuro meus erros , vez em quando, e procuro exercitar o perdão. A solidão ensinou-me a capinar o jardim, sem despertar as rosas." Mergulho no meu interior e silencio... Volto a agradecer a Deus! Naquele instante, posso dizer em solilóquio: Sou feliz!
domingo, 14 de dezembro de 2008
Cuité, ontem e hoje
Sinto-me agraciada! Muitas coisas boas têm acontecido comigo. Tenho muito a agradecer a Deus! Para completar meu domingo, recebo amável e-mail do conterrâneo, Dr. Cícero Cândido, criador do site "Amigos de Cuité", enviando-me fotos do saudoso Cuité da minha juventude. Que fotos!
O "velho" coreto, onde aconteciam as famosas retretas, orquestradas por competentes músicos que alegravam nossa turma e nós, embalados por aquelas músicas, dançávamos ao som das melodias da época e desfrutávamos de tão ingênua fantasia...
O Cuité Clube, onde adolescente, ainda, sentia-me flutuante naquele ambiente social, testemunha viva das emoções de muitos que ali participavam daquelas festas tão vibrantes quanto excitantes, efervescidas pela sonoridade febril das orquestras em bailes formais ou na estrondosa e contagiante alegria de animados carnavais. Participei de muitas dessas festas, mesmo depois de casada.
O famoso Instituto América! Uma organização criativa de pessoas altruístas que viam naquela cidade serrana um potencial a ser explorado. A sua primeira turma! Os vestidos de gala para ostentar no baile. Que chic! Ah! meu querido Instituto América... Era lá que eu cursava o meu Normal Regional. Sim, fui normalista, sim senhor! Quantas lembranças das eficientes aulas de Português (era assim que se dizia) do Prof. Zezinho e Orlando Venâncio. Acredito que o conhecimento lingüístico que tenho não são todos advindos do Curso de Letras (URNE), do qual me orgulho, mas na verdade, é preciso que se faça justiça! Aqueles "mestres" não ficavam aquém de muitos doutores que conheço... Foi daquele educandário que trouxe a base para que eu fosse aprovada em vestibular sem fazer cursinho!
As festas da padroeira, as famosas garçonetes... Eram escolhidas "a dedo". As senhoritas da alta sociedade, vestidas a caráter e orientadas pelas organizadoras da festa com o maior esmero.
A matriz de Nossa Senhora das Mercês, onde participei do coral da igreja, e aprendi a louvar a Jesus e Maria, cantando... Quantas lembranças, quantas saudades... Como disse em poema: "O tempo passa, mas as lembranças ficam..." São marcas que ficam gravadas no mais recôndito de nosso coração... Porém, que bom a vida ser dialética!
Hoje, para nosso maior orgulho, temos o Cuité universitário! Um majestoso "campus" que se vislumbra e enche os nossos olhos à subida da serra. Fico feliz ao lembrar-me de que meu irmão Djalma, engenheiro da UFCG, contribuiu para que arquitetonicamente se erguesse aquele templo de saber, hoje, ampliado e com prospecção de grandes avanços. Participei com meu irmão, dirigentes da UFCG, autoridades e muitos conterrâneos, da alegria imensa da inauguração daquele campus .Os nossos jovens já podem fazer curso superior em sua própria terrinha. O saber acadêmico já não é mais privilégio de poucos. Essa superação efetiva-se, tendo em vista que a sociedade brasileira ultrapassa barreiras e conquista espaços, outrora inatingíveis. E o nosso Cuité acompanha esse vertiginal crescimento, fazendo jus à sua localização altaneira de cidade que se afirma dos cimos da Borborema.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Homenagem de aniversário
Eles aniversariaram. A festa lá no céu deve ter sido linda! Aliás, lá deve ser uma eterna festa... Pensei o que oferecer-lhes nesta data. E, as flores que Rossana trouxe, beijando-as, doei-as para vocês. Além das flores, o maior presente que posso ofertar-lhes são minhas preces eivadas do mais sublime sentimento de amor filial. Sei que no espaço onde vocês habitam, com certeza, quem recebe presentes somos nós, filhos e netos. Tenho a plena convicção de que vocês intercedem a Deus por todos e cuidam do "rebanho" que tão bem pastorearam, em vida. Parece que foi ontem... O tempo passa... Mas, as lembranças ficam... As tristezas deixam marcas... Mas, as alegrias vividas, por mais simples que sejam, ficam registradas com maior vigor... E as imagens teimam em se fazer presentes. Cecília Meireles retrata bem essas imagens:
" Tão brando é o movimento / das estrelas, da lua, / das nuvens e do vento, / que se desenha a tua face no firmamento".
E se desenham com tanta nitidês, que olvidar essas faces seria impossível. Prantear essas ausências torna-se inevitável. Guardar para sempre essa memória é dever sagrado, pois como bem expressa a quadrinha popular:
"Entre aqueles que se amam, / A morte aparece em vão, / Pode plantar a saudade / Mas, nunca a separação."
Saudades, muitas saudades queridos pais que, coincidentemente, aniversariavam em quatro e seis deste outubro primaveril. Vocês, em vida, foram primaveras a florir o meu caminho e, hoje, são luzes que me dão forças e iluminam o meu entardecer.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Projeto "Seis e Meia"
Participei do Projeto "Seis e meia", tão bem pensado pela Secretaria de Educação e Cultura do município, nesta última quinta-feira(25/09/08), para ouvir Adilson Ramos. Que beleza! O cantor que revela ter quarenta e oito anos de sucesso, me surpreendeu pela potência da sua voz, resistência física e grande poder de interatividade. Como ele mesmo afirmou, parecia estarmos em sua casa, numa roda de amigos, tão forte era a sua aproximação com o público.
Ao cantar suas músicas de maior sucesso, aquele artista conseguiu orquestrar um grande coro que, segundo ele, afinadíssimo, vibrava e dançava, quem sabe, muitos de nós, recordando momentos de outrora... Um público eclético, entre jovens, adultos e pessoas da terceira idade, se enterneceram naquele momento de "curtição", demonstrando o poder que a música tem de unir pessoas, de atravessar o tempo, de ultrapassar barreiras, de vencer obstáculos... Todos eufóricos, contagiados pela energia do cantor, pareciam formar uma grande ciranda, onde naquele espaço de cultura e lazer, se confraternizavam num misto de alegria e ternura. Palco e platéia se confundiam, num amálgama fantástico de musicalidade e animação contagiantes.
Assim, mais uma vez, constatávamos que os bons momentos são para ser vividos, aproveitados e "saboreados". Se aquele momento propiciou um diálogo do passado com o presente, não importa! Um diálogo com a realidade e a fantasia, que bom! Um diálogo com a saudade e o que estará por vir, quem sabe? Para cada espectador que ali estava, foram muitas as emoções e variados os sentimentos... Os paradoxos da alma humana também devem ter rondado alguns. O importante é que aquelas horas passaram rapidamente, como se todos, em coro uníssono, dissessem: "Por que não pára relógio?"