Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de outubro de 2010

Aniversário

Pus todas as flores do canteiro
Na sala de estar
O perfume inebriou todo o espaço
O meu ser transbordou de alegria

Comemorei aquela data com fervor
Era a data de seu aniversário
E os pássaros cantavam pra você
A melodia que eu quis compor

Lá no céu com certeza os anjos também cantam
Entoando parabéns para outro anjo
Pois anjo, filho amado, você é

Que a sua luz irradie as nossas vidas
Que brilhes cada dia, mais e mais
Para consolo desse coração de Mãe!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Lembranças

Ah! primaveras floris
Onde passei a minha infância
Oh! prados e campinas
Onde "curti" a minha juventude

Onde ficaram plantadas as lembranças
Para onde foram as minhas esperanças
O que restou de nós

Vejo meu rosto cansado
As rugas refletindo todo um passado
Me causando saudade e nada mais...

O silêncio das noites

No escuro da noite nenhuma estrela
A geada as sorveu todas
O céu chora essa ausência doída
Já não pode sorrir...

Onde buscar forças para esse exílio
O que fazer no silêncio dessas noites
Busco encontrar um ombro amigo
Para prantear essa solidão...

Procurar respostas no infinito
É o caminho encontrado
Pois só do Alto pode vir a solução.

Ergo os olhos então com confiança
O meu Deus é fiel
E me enche de esperanças.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A vida

Eu queria ter alma de poeta
Ter as asas dos pássaros pra voar
Andar peregrinando sem destino
Avançando no mar ao navegar...

Quisera ter também a alma de criança
Brincando sempre sem pensar no amanhã
Sorrindo como as flores de um jardim
Procurando braços pra me afagar

No entanto, a vida é uma gangorra
Onde somos convidados a montar
Nesse constante sobe e desce sem parar

E nesta roda viva que é a vida
Caminhamos todos na esperança
De um dia, finalmente, descansar.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Fazer o bem

Que bom estar de bem comigo mesma
Saborear o que a vida já me deu
Ter amigos e procurar sempre ter mais
Sentindo o aroma que a amizade concebeu

Vivo e procuro "curtir" sempre os meus dias
Fazendo o bem com muita alegria
Pois, me gratifica ajudar a quem precisa
Sem esperar nada em troca, só carícias
Palavras amigas e gentis

O bem que a gente faz
Em retorno vem também
Façamos, pois, sem medida
E os anjos do céu dirão amém...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Nada foi em vão

Parece que foi ontem...
Ele nascia!
E com ele toda alegria
Brotava no meu ser de mãe!

O tempo passa...
E as lembranças ficam
Guardamos todas no cofre do coração
Pois, amar é ter certeza
De que nada, nada foi em vão...

Parabéns

És um filho muito amado Negrito
De todos, o primeiro a alegrar-me
Já prenunciando meu gigante amor de mãe
Amo-te e te amarei, filho adorado
Rezo por ti e te entrego a Deus
De dia e de noite, a todo instante
Estarei abençoando, filho meu.

Hoje, é o dia de teu aniversário
Que os anjos do céu te louvem em coro
Entoando uma canção de parabéns.

domingo, 20 de julho de 2008

Pecados poéticos

Eu não quero provar que sei tudo
Também não devo dizer que nada sei
Eu quero ser um "anjo torto"
Sem medos, sem máscaras
Eu quero a vida liberta
Sem ritmos, sem dogmas
O que vale é ser feliz
Na simplicidade do dia a dia
Sem ter que prestar contas a ninguém
Dos pecados poéticos que vivi...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Quando eu morrer!

Quando eu morrer
Riam e cantem comigo
Porque vou indo ao encontro
Do meu filho...

Quando eu morrer
Toquem e cantem
Ao som do violão
A música "Lembranças"

Quando eu morrer
Revoem pássaros
Sobre meu cadáver...

E que rosas vermelhas
Sejam a túnica envolvente
Da minh'alma liberta...

Campina Grande, 07.05.86

domingo, 6 de abril de 2008

Aos meus filhos

Filhos queridos, oásis da minha existência.
Rosas preciosas do meu jardim sedento...
Ar que respiro, fonte onde bebo.
Luz em minhas trevas
fonte de inspiração

Só vós Filhos amados
Em quarteto harmonioso
compensam a falta do bem precioso
Daquele que se foi.
Prá nunca mais voltar.

Campina Grande, 07.05.86

A onda do mar

Vai e vem, vai e vem
A onda do mar revolto
Vem, pergunta se eu a quero
Volta contente de novo

Nossa vida, como as ondas
É um eterno vai e vem
Corre-se aqui e ali
Para se ter um vintém.

Campina Grande, 26.08.86

Borboleta

Borboleta colorida
De asas sempre floridas
No jardim a passear

Tu não sabes como sofro
Por não ter a liberdade
De contigo vaguear

Tu és livre como os pássaros
és frágil como cristal
Mas és rainha do ar.

Campina Grande, 26.08.86

sábado, 5 de abril de 2008

A vida

Sou borboleta sem asas
Presa no casulo sem encontrar pousada
sou ciclone sem rumo
Procurando implodir para nã omachucar...

Sou às vezes, o eu, o tu, o nós
Querendo ser sempre mais e mais
Ampliando corpos, penetrando almas
Abraçando seres como me abraçais

Quem me dera que a vida fosse um barco
Em que suas velas eu me debruçasse
E num amplexo infinito eu velejasse
Para mundos sem fim pra não voltar mais

Mas, a vida não é barco, é o próprio mar
Nos seus movimentos sempre sem parar
Levando cada barco para um lugar
Sem pedir licença para aportar...

Campina Grande, 16.05.86

Libertação

Andei
à procura de ilusões
quimeras de outrora

A vida é um vai e vem
E nestas viravoltas

Tropecei
Caí

Levantei-me, porém
Em busca de esperanças
Âncora de náufragos
Que tentam a libertação


Campina Grande, 10.11.85

Desejos!

Sou árvore podada...
Brotando sempre
Com o desejo de florir

Sou ave de asas cortadas
Voando sempre
Com o desejo de partir

Sou pássaro sem ninho
Cantando em silêncio
Com o desejo de sorrir

Sou criança sem abrigo
Chorando sempre
Com o desejo de um porvir.


Campina Grande, 1985

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Foi num Natal!

Foi num Natal...
Cristo nasceu! Ele morreu!
Cristo nos trouxe esperanças
Ele deixou-nos lembranças...
Que são marcas bem profundas
Gravadas no coração

Por mais tempo que se passe
Não se consegue esquecer...
Era um irmão tão amigo
Um amigo tão irmão
Um filho tão dedicado
E um pai com perfeição
Que esquecê-lo já seria
Um crime - uma traição

Rindo ia ao trabalho
Indo cumprir seu dever
Vindo contente seu dever
A seus filhos atender
Natal fatídico aquele
De experiências funestas...
O destino nos fêz ver...

Homenagem a um irmão muito querido!