sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Fazer o bem

Que bom estar de bem comigo mesma
Saborear o que a vida já me deu
Ter amigos e procurar sempre ter mais
Sentindo o aroma que a amizade concebeu

Vivo e procuro "curtir" sempre os meus dias
Fazendo o bem com muita alegria
Pois, me gratifica ajudar a quem precisa
Sem esperar nada em troca, só carícias
Palavras amigas e gentis

O bem que a gente faz
Em retorno vem também
Façamos, pois, sem medida
E os anjos do céu dirão amém...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Cuité, ontem e hoje

Sinto-me agraciada! Muitas coisas boas têm acontecido comigo. Tenho muito a agradecer a Deus! Para completar meu domingo, recebo amável e-mail do conterrâneo, Dr. Cícero Cândido, criador do site "Amigos de Cuité", enviando-me fotos do saudoso Cuité da minha juventude. Que fotos!

O "velho" coreto, onde aconteciam as famosas retretas, orquestradas por competentes músicos que alegravam nossa turma e nós, embalados por aquelas músicas, dançávamos ao som das melodias da época e desfrutávamos de tão ingênua fantasia...

O Cuité Clube, onde adolescente, ainda, sentia-me flutuante naquele ambiente social, testemunha viva das emoções de muitos que ali participavam daquelas festas tão vibrantes quanto excitantes, efervescidas pela sonoridade febril das orquestras em bailes formais ou na estrondosa e contagiante alegria de animados carnavais. Participei de muitas dessas festas, mesmo depois de casada.

O famoso Instituto América! Uma organização criativa de pessoas altruístas que viam naquela cidade serrana um potencial a ser explorado. A sua primeira turma! Os vestidos de gala para ostentar no baile. Que chic! Ah! meu querido Instituto América... Era lá que eu cursava o meu Normal Regional. Sim, fui normalista, sim senhor! Quantas lembranças das eficientes aulas de Português (era assim que se dizia) do Prof. Zezinho e Orlando Venâncio. Acredito que o conhecimento lingüístico que tenho não são todos advindos do Curso de Letras (URNE), do qual me orgulho, mas na verdade, é preciso que se faça justiça! Aqueles "mestres" não ficavam aquém de muitos doutores que conheço... Foi daquele educandário que trouxe a base para que eu fosse aprovada em vestibular sem fazer cursinho!

As festas da padroeira, as famosas garçonetes... Eram escolhidas "a dedo". As senhoritas da alta sociedade, vestidas a caráter e orientadas pelas organizadoras da festa com o maior esmero.

A matriz de Nossa Senhora das Mercês, onde participei do coral da igreja, e aprendi a louvar a Jesus e Maria, cantando... Quantas lembranças, quantas saudades... Como disse em poema: "O tempo passa, mas as lembranças ficam..." São marcas que ficam gravadas no mais recôndito de nosso coração... Porém, que bom a vida ser dialética!

Hoje, para nosso maior orgulho, temos o Cuité universitário! Um majestoso "campus" que se vislumbra e enche os nossos olhos à subida da serra. Fico feliz ao lembrar-me de que meu irmão Djalma, engenheiro da UFCG, contribuiu para que arquitetonicamente se erguesse aquele templo de saber, hoje, ampliado e com prospecção de grandes avanços. Participei com meu irmão, dirigentes da UFCG, autoridades e muitos conterrâneos, da alegria imensa da inauguração daquele campus .Os nossos jovens já podem fazer curso superior em sua própria terrinha. O saber acadêmico já não é mais privilégio de poucos. Essa superação efetiva-se, tendo em vista que a sociedade brasileira ultrapassa barreiras e conquista espaços, outrora inatingíveis. E o nosso Cuité acompanha esse vertiginal crescimento, fazendo jus à sua localização altaneira de cidade que se afirma dos cimos da Borborema.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Nada foi em vão

Parece que foi ontem...
Ele nascia!
E com ele toda alegria
Brotava no meu ser de mãe!

O tempo passa...
E as lembranças ficam
Guardamos todas no cofre do coração
Pois, amar é ter certeza
De que nada, nada foi em vão...

Parabéns

És um filho muito amado Negrito
De todos, o primeiro a alegrar-me
Já prenunciando meu gigante amor de mãe
Amo-te e te amarei, filho adorado
Rezo por ti e te entrego a Deus
De dia e de noite, a todo instante
Estarei abençoando, filho meu.

Hoje, é o dia de teu aniversário
Que os anjos do céu te louvem em coro
Entoando uma canção de parabéns.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A polissemia de nossa língua

Sem "sombra de dúvida", a nossa língua nos proporciona um ilimitado poder de uso. Em recente artigo na revista Língua Portuguesa (novembro,2008, p. 38), Jean Lauand refere-se a essa versatilidade que o usuário da língua dispõe. Na visão desse autor, o fenômeno é mais extenso do que à primeira vista supomos. "Mesmo a mais inofensiva busca na WEB mostra a riqueza da língua e sua capacidade expressiva", afirma esse pesquisador, enfatizando que se "a inveja vem em ponta; o ciúme dá-se em pitada; a ingenuidade, em doses; a vergonha na cara, em pingos etc." Temos, ainda, "leve impressão , toque de classe, leve susto, traço de tristeza e resto de esperança".

O autor continua, mostrando a idéia de maior ou menor popularidade de expressões equivalentes à palavra "pouco". Por exemplo: pouco para prosa "é um dedo"; para cachaça, "dois dedos"; para guloseimas, "um teco". Já a pouca visibilidade dá-se em "palmo". Há também, "um fio de voz", "um pingo de gente" e "um pedaço de mau caminho"... E por aí vai, essa língua faceira, cantada em verso e em prosa ( sem ser um dedo)...

São tantas as variáveis lingüísticas que utilizamos que os estrangeiros "comem fogo" para discernir tantos usos e tantos significados. Desse modo, são estas expressões idiomáticas que, por trás da rotina e dos clichês, enriquecem o nosso idioma e possibilitam os diversos falares.

O autor vai muito além desses exemplos e incentiva que se faça um mecanismo de busca na internet, como o Google ou Yahoo para se descobrir a popularidade de muitas outras expressões, comumente usadas no nosso cotidiano. É ver para crer!