sexta-feira, 18 de abril de 2008

Meu pequeno jardim...



Meu jardim é pequeno, mas torna-se grandioso pelo que ele representa para mim. Suas flores são presentes, doando-se em profusão de graça e cor. O buganvile, constantemente florido, assemelha-se a um sorriso em festa! Seus galhos frondosos e floridos parecem querer abraçar-me, pela forma graciosa como se apresentam. Já o minúsculo beijo, pequeno em sua constituição, é um mimo, pela beleza e simplicidade que lhe é peculiar. Delicado e sensível, precisa de uma atenção especial. À ausência de cuidados, ele reclama de imediato, como a pedir socorro: Salvem-me! Minhas pequenas violetas, em seu colorido vivo, representam a liguagem viva do bem querer.

Minhas palmeiras, se não ostentam tanta beleza, pela ausência das flores, em compensação, alhardeiam, por meio das folhas, a sua exuberância na coreografia sutil de seus movimentos.
É muito bom manter um diálogo diário com esses “companheiros” que fazem parte do meu cotidiano.

Campina Grande, 13.04.2008

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Agradecimento a Rossana!

Homenagem não se pede. Talvez por isso, as homenagens são, em sua grande maioria, após a morte. Mas, que bom que alguém seja homenageado em vida. Tem razão o poeta quando afirmou em música popular: “Se alguém quiser fazer por mim que faça agora”.
Foi assim que me senti ao saber da criação de um “blog” feito com toda dedicação para mim. Homenageada! Um “blog” para que eu pudesse registrar as minhas sensações de alegria, de tristeza, de angústia, de vitórias e tudo, enfim, que mexe com as minhas emoções. Para também, como o faço neste momento, poder agradecer, do mais recôndito de minha alma, a Deus, por tudo de bom que ele tem me proporcionado.
São estas atitudes vindas, especialmente, de pessoas que são ligadas a mim afetivamente, que me deixam impregnadas das sensações mais fortes, que marcam no íntimo do meu ser o sentimento mais profundo, amolecem o meu coração e me fazem envaidecida dos filhos que coloquei no mundo. Valeu a pena as noites mal dormidas, as preocupações cotidianas e rotineiras do dever de “ser mãe”. Se me perguntassem se vale a pena viver, eu diria como Gonzaguinha: “Faria tudo outra vez, se possível fosse...”.
É bem verdade, que nem tudo na vida é “um mar de rosas”. Mas, se fizermos do limão uma limonada, as coisas tomam novo rumo. Em nossa caminhada, a experiência me fez ter uma cosmovisão do mundo, a ponto de poder afirmar com certeza: a vida é uma colcha de retalhos, onde se vai costurando, amarrando, pregando, com os fios que brotam de nosso coração, cada “pedacinho de pano” que sobrou das nossas façanhas e proezas da arte de viver. Muitas das vezes, há retalhos que parecem fotografias nítidas de cada cena que foi representada no palco da vida. Muitos deles “manchados” por tintas tão fortes, que ofuscam os nossos olhos e embotam o nosso coração. Outros vêm de mansinho, com suas cores suaves, nos aconchegando e enchendo os nossos olhos de alegria.
Esse “blog”, Rossana, elaborado com tanto carinho, é mais um retalho que acrescento à minha grande colcha... Retalho carinhoso e sugestivo que me faz sentir viva e motivada para continuar vivendo.
Obrigada, filha querida. Você, sim, é divina... Instrumento de Deus na minha vida.

Campina Grande, 06.04.2008. (20h45min)

Às Marias!

Trazer à tona os laços que me ligam à Universidade Estadual da Paraíba e à minha ascensão como mulher me fazem viajar no espaço da imaginação, evocando lembranças que espelham a minha inserção no mundo acadêmico. Em ordem crescente situo essa trajetória: aluna, monitora, professora substituta e professora efetiva por meio de concurso público, galgando um primeiro lugar. Não foi fácil esse percurso. Os contratos sociais, estabelecidos pelo discurso do poder, do líder, do homem, dificultavam a ascendência da mulher nos contextos social, político e outros. Contudo, o meu eu lírico gritava dentro de mim: “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo”. Assim, ultrapassei entraves. Rompi tabus. Confiei no amanhã.
Graças a tantos outros com os quais me somo, na medida em que me divido, e à minha persistência, redesenhei caminhos, trilhei veredas e escrevi a minha história, cujo registro o tempo jamais há de apagar. Com familiares e amigos me fortaleci como mulher. Na UEPB, me firmei como docente. Exerci cargos administrativos, tais como: Coordenadora de Curso, Chefe de Departamento, Pró-reitora adjunta, membro dos conselhos superiores (CONSEPE e CONSUNI), revisora lingüística da Editora Universitária, membro de comissões de concursos e outros.
Sinto-me lisonjeada ao ser convidada para dar esse depoimento e muito à vontade para dizer que, se da UEPB muito recebo, também contribuo para o crescimento desta instituição, produzindo cientificamente e desenvolvendo as funções que me atribuem, com responsabilidade e compromisso.
Orgulho-me de fazer parte desse todo que se tornou gigante por ser uma universidade que pensa dialogicamente em busca de ações coletivas e porque plurais tendem ao acerto. Uma instituição que tem à frente uma grande mulher como Reitora e que acredita num porvir de realizações.
No dia internacional da mulher, tenho a certeza de que, a exemplo de muitas Marias, “nasci ninguém, deram-me um nome, uma inquietação e uma sede de justiça que viajam comigo...”. A exemplo de muitas Marias, carrego dentro de mim a fé, a garra, a coragem e a força de ser mulher.

Campina Grande, 07.03.2007

“Domingo nas asas da saudade”

Por força das circunstâncias, não viajei neste carnaval. Liguei a Rádio Ariús para deleitar-me com sua seleção musical e programas. Um deles me enterneceu, acariciou a minha alma e enlevou o meu coração. A voz doce de Zilda Rasia, que no dizer de Massilon Gonzaga é a “paixão da cidade”, apresentou programa especial rememorando carnavais de outrora. Iniciando a sua página musical com “Bandeira Banca” de Dalva de Oliveira “a voz que toca ao seu coração” me fez viajar no espaço da imaginação, em busca de registros de carnavais dançados e vividos. Outras músicas alternadamente às de carnaval, também evocaram lembranças que tocaram deveras o meu coração...
Que bom existirem pessoas sensíveis como Zilda Rasia que assume o saudosismo e enriquece a sua vida levando aos outros um bálsamo de luz, leveza, amor e saudade... Em épocas que o tema central é violência, alguém com a competência e sensibilidade de Zilda traz a alegria de viver e a certeza de que felizes são aqueles que têm histórias para contar.
Viver é isto. Saber que construímos, que tivemos alegrias, emoções, tristezas, mas estamos de pé, confiantes, sabendo que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Saber também que viver é ter saudades, cujo termo somente a língua portuguesa usa de modo especial e de forma tão expressiva. Outros idiomas têm palavras semelhantes, porém sem o alcance e a freqüência do vocábulo português.
A palavra saudade é uma fonte de oportunidades para a expressividade lingüística de quem a usa e por isso exaustivamente explorada pelos poetas.
Zilda ao apresentar seu programa “domingo nas asas da saudade” joga sabiamente com a versatilidade do termo. Fazendo com que figuradamente concordemos com os versos: “A saudade é dor pungente/ a saudade mata a gente...”
Obrigada, Rádio Ariús, por nos oportunizar momentos tão agradáveis.

Campina Grande, 18.02.07

Mensagem - Fundação Artístico Cultural Manuel Bandeira

Chegamos ao término de mais um ano. Dificuldades vencidas, barreiras ultrapassadas, trabalhos divididos, projetos concluídos, alegrias somadas, esperança sempre... Para quem acredita em si mesmo, acredita em seus pares e crê na divindade, nada é impossível...
Foi muito bom contar com o esforço pessoal de cada um para lograrmos todos juntos as nossas vitórias. Podem parecer pequenas, mas conseguimos agigantar-nos na conquista de nos mantermos firmes ligados na corrente que parecendo frágil, tornou-se forte, pois seus elos ampliaram a soma das realizações, a cada ação implementada.
Somos gratos a todos... Se Jesus em uma manjedoura encontrou a porta de entrada para convidar os corações e cantar as glórias do Pai, ensinando o inconfundível poema do amor que liberta e felicita, agradecemos a Ele, por este momento e O louvamos por um Natal que se prenuncia e um Ano Novo que se vislumbra! Desejamos a todos graças, muitas graças e que possamos sempre juntos entoar o canto da paz!
Feliz Natal para todos dos que fazem a FACMA.

Dezembro/2007